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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Show marca os 10 anos do Teatro Dona Canô


Roberto Mendes, Juliana Ribeiro e Margareth Menezes festejam a data

Emoção e alegria. O misto destes dois sentimentos marcou o show realizado na noite da última quarta-feira (14.09) em comemoração aos 10 anos do Teatro Dona Canô, em Santo Amaro. Para festejar a data subiram ao palco os músicos santamarenses Roberto Mendes, Ulisses Castro, Márcio Valverde, Lívia Millena, Eduardo Chaves, Marcel Fiúza e Stela Maris. De Salvador, os irmãos Armandinho e André Macedo, além das cantoras Juliana Ribeiro e Margareth Menezes.

“Duas das principais características do povo de Santo Amaro são a simplicidade e a forte presença da cultura popular”, ressaltou o ator Jackson Costa, mestre de cerimônias da festa. Além de apresentar o show, ele recitou poemas de Castro Alves e de Patativa do Assaré. A noite cultural, também foi uma homenagem ao compositor santamarense Assis Valente, que teve algumas de suas músicas interpretadas pelos convidados, como a inconfundível guitarra baiana de Armandinho e sua interpretação da canção Brasileirinho.

O show também foi uma prévia do aniversário de Dona Canô, que será comemorado nesta sexta-feira, dia 16, quando ela completa 104 anos. O músico André Macedo brincou com tantas datas comemorativas: “É uma festa de 214 anos: 100 de Assis Valente, 104 anos de dona Canô e 10 do teatro”. Juliana Ribeiro aproveitou a ocasião para lançar música nova, Edith, composição de Jota Veloso em homenagem a Dona Edith do Prato. “Jota me deu este presente”, disse. Mas a platéia foi ao delírio quando Margareth Menezes soltou o vozeirão e cantou Quixabeira, de Carlinhos Brown.

A noite terminou com todos os artistas no palco entoando o Hino ao Senhor do Bonfim e depois a Nossa Senhora da Purificação. Emocionado, Jota Veloso, responsável pela direção do show, agradeceu a presença de todos. “Os artistas que estão aqui hoje, mesmo os que não nasceram em Santo Amaro, são santamarenses de coração”, afirmou. Também houve apresentação do Coral Miguel Lima e das Sambadeiras de Pai Pote.

Todos afirmaram a importância da existência de um teatro fora de Salvador. “No início acharam que íamos nos tornar um elefante branco, mas hoje nos consolidamos como espaço cultural e somos referência na cidade”, afirmou, cheia de orgulho, Virgínia Monteiro, coordenadora do teatro. As ótimas instalações e a acústica do local também mereceram elogios dos artistas e convidados.

Dez anos de história

O Teatro Dona Canô abriu as portas no mês de aniversário de Claudionor Vianna Telles Velloso, conhecida nacionalmente como Dona Canô, a matriarca da família mais famosa de Santo Amaro da Purificação, os Veloso. Foi ela que, percebendo a carência de um meio cultural na cidade, buscou junto às autoridades políticas atender as reivindicações da população de Santo Amaro. Sendo assim, o teatro levou o seu nome como homenagem àquela que contribuiu para a cidade.

O Teatro foi inaugurado em 14 de setembro de 2001 e tem capacidade para 274 pessoas. Em uma década de funcionamento, já passaram por seu palco, artistas locais e nacionais, através de projetos como “Dona Canô Chamou”, primeiro projeto do espaço, “A Instituição vai ao Teatro, “A Associação vai ao Teatro” e “A Escola Vai ao Teatro”.

Além do show, os 10 anos do teatro contam com uma programação variada que começou no último dia 11 e se estende até 18 de setembro e inclui exibição de filmes infantis, apresentações de teatro, dança e música. A abertura e o encerramento das comemorações serão de forma tradicional, com apresentação que valorizam a cultura local. Os festejos se encerram no dia 18, às 17h, com a apresentação da Folia de Reis dos grupos Asa Filho e Reisado de São Vicente.




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